sexta-feira, 10 de julho de 2015

Capítulo 181

Narrado por Luan.

- Você está andando a quatro horas! - Disse impaciente atras dela com mil e uma sacolas na mão. A gente só parou pra almoçar.
- Está reclamando eu já falei, pode fazer as malas e voltar. - Bufei sem deixar ela ver.
Se ainda fosse só o tempo, tudo bem. Mas ela tinha gastado em quatro horas metade do que eu trouxe pros vinte dias! Eu nunca liguei dela gastar, mais isso me renderia, além de carregar as sacolas e ver nelas vestidos mais curtos que o aprovado por mim, teria um trabalhão de ligar pro Brasil e pedir pro meu gerente converter mais dinheiro no meu cartão, sem contar que a julgar pelas sacolas, o avião iria expulsar todos nós por excesso de bagagem. Mas é claro que a ultima coisa que faria era abrir a boca pra falar isso pra ela. Tudo isso por que eu falei com aquele menina. Ai se arrependimento matasse... Ela era bonita, mas eu nem tinha nenhuma segunda intensão, só fui educado. 
- O que você fez pra ela? - Pedrão perguntou bravo ao meu lado, seguindo a mãe. 
- Eu não fiz nada que te interessa! - Olhei feio pra ele. 
- Fez sim papai, por que ela está brava. 
- Sua mãe viu coisa onde não tem. 
- E eu que tenho que levar né? - Disse rindo. - Estou cansado já. 
- E eu não? - Reclamei. - Convence ela a ir embora, minhas pernas estão doendo já. - Disse olhando de longe ela entrar em mais uma loja. 
- Vai sobrar pra mim né! 
Comecei a rezar pra ela aceitar. Meu filho assumiu a melhor posse de ator e começou a olhar pra mãe, sentado no sofá da loja com a maior cara de cachorro sem dono quando ela saiu do provador. 
- Mãe, estou cansado demais, acho que vou passar mal. 
- O que você tem meu querido? - Ela foi pra perto dele toda preocupada. 
- Acho que tomei muito sol ontem. - Eu revirei os olhos e lembrei de anotar mentalmente que ele era bom ator pra saber que podia mentir bem quando quisesse faltar da escola.
- Mamãe já vai embora. - Ela voltou correndo pro provador toda preocupada. 
Ele me olhou rindo assim que ela fechou a porta e eu olhei mais feio pra ele ainda.
- A Globo está te perdendo. Vou ficar bem de olho em você quando vir falar que está passando mal pra não ir pra escola. 
- Achei que quisesse ir embora. - Ele riu. 
- Fica quieto vai! - Disse já recolhendo as sacolas quando vi ela saindo do provador. 
Falou qualquer coisa pra mulher em inglês e nos chamou de volta pro carro sem comprar o casaco. Dirigi olhando Natália toda preocupada com Pedro e me sentindo culpado. Assim que chegamos ele foi pro quarto dele e eu segui Natália até o nosso. Ela estava toda aflita. 
- Luan! - Disse sentada na cama me olhando. 
- Oi amor. - Respirei fundo pra não ser grosso. 
- Você não acha melhor levar Rique no medico? 
Segurei o riso o máximo. Ela era linda, que mãe que arrumei pros meus filhos meu Deus! Minha vontade era falar tudo, mas dai eu realmente seria despachado pro Brasil. 
- Ele vai ficar bem amor! - Disse sorrindo e beijando o rosto dela, preocupada. 
- Não pense que acabou nossa briga viu? 
- Amor...
- Amor nada Luan. 
Eu sorri e me aproximei, puxando ela pela cintura e depositando beijos em seu pescoço, com a intensão se seduzir ela, mas ela foi saindo devagar e me olhou feio. 
- Melhor você tirar o cavalinho da chuva, estou de greve, por um bom tempo.
- Oi? - Perguntei assustado, ela nunca tinha feito isso. 
- Você acha que vou ficar bobeando por ai né? - Ela disse brava. - Você não é nenhum santo amorzinho, quem te conhece que te compre!
- Já se vingou por hoje né? - Disse inconformado. 
- Nem comecei... - Ela disse entrando no banheiro sorrindo ironicamente.  
Era só o que me faltava, depois 16 anos de casamento mais essa.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Capítulo 180

- Até que enfim que encontrei meu amor! - Disse sorrindo e ele se assustou, se virando com tudo. 
Ela estava com a mão sobre a coxa dele, e tirou meio sem graça quando me viu. Pareciam entretidos demais num papel e Luan ia me pagar. 
- Bom dia amor! - Disse ainda branco. 
- Te procurei pelo hotel todo! 
- Eu estava pedindo algumas informações pro nosso passeio de hoje. - Ele sorriu. 
- Sua mulher? - A morena me olhou bem cínica e minha vontade foi pular no pescoço dela. 
- Natália. - Luan me apresentou sorrindo e me deixando um pouco insatisfeita. 
- Muito prazer querida! - Disse sentando no colo dele, que me abraçou pela cintura. 
- Ela estava me ajudando a ler os panfletos! - Luan já foi se explicando.
- Brasileira? 
- Sim, mas moro aqui desde que nasci. No interior, vim passar as ferias na capital! 
- Olha que legal! - Sorri bem falsamente. 
- Bom, mas enfim, um prazer conhecer você! Qualquer coisa só me chamar Luan, você sabe meu quarto! - Ela saiu sorrindo e eu fiquei de boca aberta olhando os dois se despedirem. 
- Natália! - Luan me olhou estendendo a mão e já nervoso e prevendo o que eu ia falar. 
- Nossa, você sabe qual é o quarto dela. - Disse irônica.
- Eu não sei não! - Ele disse rápido. 
- Não foi isso que ela disse Luan! Foi dar uma voltinha lá ontem depois que dormi foi? - Disse brava e cruzando os braços. 
- Olha, eu vi ela saindo do quarto dela, a hora que estávamos descendo. Ela está do lado do nosso. 
- Lembra ela de se vestir primeiro antes de sair da próxima vez então. - Disse me virando e voltando pro elevador com ele nas minhas costas me chamando. 
- Você está pirando a toa. 
- A toa? - Disse apertando o botão e morrendo de raiva dele. - Ela estava se jogando pra cima de você.
- Não tem nada demais, ela não faltou com respeito nem ontem nem hoje! - Ele se defendeu. 
- Ontem? - Falei mais rápido e já puta com ele. 
- No restaurante. - Ele suspirou. 
- Voltou nervoso, demorou por isso né! - Disse olhando feio. - Você viu como ela se veste? Aquele vestido apertando os seios, tudo pra fora, na sua cara né, que vaca Luan! - Disse brava. 
- Vi! 
- Viu o que? 
- Não, não vi nada, nem reparei! 
- Acho melhor calar a boca viu, está ficando pior. 
- Natália! 
- Que Natália o que! Você acha que ela está atras por que? Você tem mais de 40 anos Luan, não é nenhum menininho não. Ela deve ter uns 20 querido. Está toda toda pra cima de você por que sabe bem quem você é! 
- Ela não sabe Natália, nem faz ideia.
- Luan, conta outra vai! 
- Natália, amor, eu sai ontem do restaurante, ela estava passando na rua, trombei com ela, a gente conversou um pouco e só. Hoje eu nem sabia que ela estava aqui e trombei com ela saindo do quarto. Ela me ajudou a ver um passeio pra nós, mergulho na Grande Barreira de Corais aqui perto. - Ele foi tagarelando até o quarto.
- Eu não vou pra lugar nenhum com você. 
- Natália! - Ele disse fechando a porta. 
- Chama a vaca daqui do lado!
- Quer parar com isso? - Ele pediu já ficando irritado. 
- Não! Eu vou fazer compras! 
- Compras? 
- Sim. 
- E o mergulho? - Disse bravo.
- Quem sabe amanhã já passou minha raiva. - Disse sentando calmamente e procurando uma roupa. 
- Tudo bem, vai e faz as suas compras. Estou sem saco pra isso hoje, depois desse mal entendido. Eu fico aqui com o Pedrão e a gente faz algo juntos. 
Ele estava mesmo pensando que eu ia deixar ele dando sopa no hotel com a vaca pastando? 
- Claro que não, quem vai carregar minhas sacolas? 
- Você nunca compra muita coisa. - Ele deu de ombros. 
- Pois hoje estou me sentindo muito consumista. - Disse já pronta na frente do espelho arrumando os cabelos. - Você vai ou então volta pro Brasil divorciado, nesse hotel você não fica. - Disse sem olhar pra ele e continuei a colocar um salto e brincos. Olhei com um sorriso pra ele, deitado na cama, com a cara de surpreso pela minha fala. - Já está pronto ou vai arrumar as malas? - Disse olhando serio. 
- Estou quase pronto. - Disse engolindo as palavras e se levantando de cara feia e batendo a porta do banheiro. 
Nunca fui de compras mesmo, mas hoje eu ia descontar nele a raiva que eu estava. Era bom Luan se preparar.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Capítulo 179

Visitar a Austrália só com os dois foi incrível. Reconheço que amava ver meus meninos juntos, e ali, só nós três, Luan era um pai de se admirar. Com a atenção só pro Rique, eu muitas vezes via um lado dele diferente do que com as meninas. Menos cuidadoso, mais pra frente, apresentando o mundo pro filho que estava bem animado com a atenção do pai. Rique era um menino muito bom, grande filho, apesar de ainda novinho era bem próximo de nós dois. 
- Estou preocupada com a Laura. - Ele disse abraçado comigo, quando estávamos sentados na areia da praia de olho no Rique no mar. 
- Por que não com a Bea? - Questionei.
- Bea tem juízo Natália. - Ele disse respirando fundo e passando a mão no cabelo. 
- Mas eu to morrendo de medo dessa historia. 
- Não foi você que disse que ela tinha que cometer os próprios erros? 
- Já entendi. - Ri. - Gostou por que ele nem mora no Brasil e não vão se ver. 
- Depois que essas ferias acabar, quero só ver a gente voltar pra Orlando. - Ele riu.
- Luan, sua filha! 
- A casa pode pegar fogo, enchente, abelhas pela casa toda. Ou qualquer outra coisa que empeça a gente de voltar. 
- Não acredito! - Abri a boca incrédula.
- Amor, eu já tive a idade dele ta bem? E não era mais virgem. Digo o mesmo pra Laura e Enzo. Quer dizer, ainda mais pra esses dois. - Ele disse na lata, sem nem a cara de pau.

Mais tarde fomos dar uma volta na cidade, conhecer a Baia de Sidney pela noite. Lugar lindo e iluminado, parecia de outro mundo. Jantamos num restaurante ali perto, temático, decorado de aquários. Rique ficou encantado com peixes muito exóticos, e Luan nem precisa falar. Eles riam de mim, falando que eu tinha medo. 
- Não tenho medo não, amo o mar. - Disse fazendo manha. 
- Verdade filho, sabia que sua mãe ficou me enchendo uma viagem toda pra fazer essa tatuagem que ela tem depois que voltamos de viagem uma vez.
- Mamãe deu trabalho. - Rique riu.
- Você nem imagina. - Luan riu. 
- Eu sou e sempre fui um anjo. Seu pai que sempre foi o problema! - Disse fazendo cara feia. 
Os dois entraram num complô contra mim. Rique paparicava demais o pai. 
- Isso que dar deixar as meninas viajarem com aqueles moleques idiotas. - Luan disse rindo. 
- Para de fala assim! - Disse.
O telefone dele começou a tocar e ele saiu do restaurante, que era bem barulhento e foi la pra fora. Demorou um bom tempo até entrar, meio nervoso. Eu não entendi nada. 
- Quem era? 
- Do escritório. 
- O que houve? 
- Nada demais amor, algumas coisa com divulgação. 
- E por que você está nervoso? 
- Não estou nervoso. 
- E eu não te conheço né! - Fechei a cara pra ele. 
Rique sabia hora de ficar quieto e Luan mais ainda. Não demoramos muito ali, e logo voltamos pro hotel. Rique estava cansado e dormiu logo, já Luan ficou me mimando, mas não falou o que tinha acontecido, o que me fez dar um gelo nele. 

Acordei no outro dia e não encontrei ele na cama. Depois de tomar um banho e me trocar, passei no quarto do Rique, mas ele ainda dormia e resolvi não acordar. Luan certamente estava no hotel. Dei uma volta na piscina principal e não encontrei, então fui até a recepção e me ferveu o sangue quando vi. Luan estava sentado no sofá com uma morena que mais parecia brasileira na cola dele, toda exibida, com um vestido minúsculo. Tudo bem, eu também estava, é um lugar quente, mas o dela estava demais. Ele estava olhando alguns panfletos e respondia ela ao mesmo tempo. Botei meu melhor sorriso no rosto e me aproximei.

Mais tarde tem mais!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Capítulo 178

Decidi conversar com Bea no dia seguinte. Entrei no quarto e ela estava estudando. Pedi um minuto de atenção e ela me olhou sorrindo. 
- Oi mamãe...
- Falei com seu pai.
- E então?
- Você pode ir. - Ela deu um pulo e veio me abraçar correndo. - Mas a gente vai conversar antes.
- Tudo bem mãe... - Ela me olhou ficando mais seria. 
- Qual é a sua intenção?
- Como assim mãe?
- Você e o Arthur, o que está acontecendo com você?
- Mãe... - Ela respirou fundo. - A gente se gosta, mesmo. 
- Tudo bem, e o que pretendem? - Perguntei, tentando parecer amiga e compreensiva.
- A gente quer ver, e se der certo, talvez namorar... - Ela disse um pouco tensa.
- Mesmo longe?
- Sim.
- Bom, quero que encarre essa viagem como um teste, veja se é isso mesmo, por que você moram longe um do outro, Se for pra ser, é bom que você tenha total consciência de tudo que isso significa, tudo que vai enfrentar e abrir mão. Você sabe com é, seu pai trabalha fora, você tem uma ideia. Se entendam nessas ferias e só entre nisso sabendo bem o que está fazendo, assim como o Arthur. E faço gosto filha, gosto dele e da tia Isa, mas vocês tem que se entender, antes de tudo. 
- Tudo bem mãe, eu juro que vamos encarrar isso com responsabilidade.
- Outra coisa... É bom que vocês dois tenham muita responsabilidade mesmo, por que Luan está confiando muito em você, mesmo nervoso por estar indo sozinha. Confiamos em você Bea.
- Fica tranquila mãe... - Ela sorriu me abraçando. 

Alguns dias depois...

- Pai, vou ficar bem! - Bea sorriu. - Eu juro. 
- Bea, não quer mesmo ir com a gente? - Ele pediu abraçando ela de novo.
- Pai, eu vou ficar bem. - Sorriu, passando confiança pra ele, que enfim cedeu e abraçou ela. 
Me despedi com um abraço forte dela e logo em seguida as crianças. Dei as ultimas recomendações de mãe e enfim ela foi entrando no portão de embarque acenando, feliz. Luan ainda me olhava meio aflito, nervoso. Era a primeira vê que ela viajava sem nós dois ou então, que saia realmente sozinha. Todas as festas, passeios, eu ou Luan levávamos e buscávamos, Bea, Lau e Rique eram criados dentro de casa, como eu fui e como Luan foi. 
Voltamos pra casa em silencio, com Lau e Rique rindo e brincando no banco de trás. Luan sempre que parava no semáforo buscava minha mão, e eu fiz de tudo pra passar calma pra ele. Assim que chegamos as crianças foram se trocar pra jantar e eu e Luan fomos fazer o mesmo. 
- Se acalma, ela vai ficar bem. - Disse abraçando ele pelo pescoço e acariciando seu rosto.
- Eu sei, confio nela, gosto do Arthur, mas ela é toda sensível. Estou entrando em panico com elas... Se der certo, e ela se mudar? 
- Amor, ela é menor, não pode se mudar simplesmente! Relaxa...
- Tudo bem, preciso manter a calma, amanhã quem vai é a Laura, e essa vai enlouquecer minhas ferias... - Ele disse pegando uma roupa e entrando pra tomar banho.
É claro que eu me preocupava, mas Luan estava preocupado, e com ciumes, o que o tirava do controle um pouquinho! Laura convenceu o pai a deixar ela passar as férias com Enzo, Dudu e Bel na Europa e essa ele sabia que teria que controlar bem, e também sabia que de longe seria bem difícil. 
Acabamos indo só nós três pra Austrália, mas foi bom pro nosso relacionamento com Rique e pra percebermos que as meninas estavam crescendo cada vez mais rápido e não eram mais nossas menininhas. De agora em diante elas seriam cada vez mais independentes. 

Amores, eu sei que estou em dívida com vocês. Não é por falta de tempo ou qualquer coisa do tipo. Eu tive alguns problemas, e isso afeta demais a minha criatividade, Está acabando, só aguentem mais um pouco por mim... Não quero escrever o fim dessa fanfic de qualquer jeito, por que ela é linda... Só peço mais um pouco de paciência.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Capítulo 177

Não foi fácil pra Laura com o pai. Eu deixei os dois se entenderem e fingi que não estava nem vendo a confusão e deixei Luan decidir o que era melhor. Ele como pai sempre sabia agir melhor nesses momentos, já que eu sempre ficava com dó. Mas como ela tinha sido muito irresponsável, eu resolvi que ela realmente precisava de um limite ali naquele momento. 
Ao mesmo tempo, comecei a me preocupar com Bea, que não saia mais do celular ou computador, sempre conversando com Arthur. Eu como mãe já imaginava o que estava por vir e sabia que não seria nada fácil. 
- Mamãe, eu posso passar as férias na casa da tia Isa? - Ela perguntou do nada enquanto me ajudava no almoço de domingo, num dia especial que Luan estava em casa.
Falou como se fosse a casa da Bruna no Rio de Janeiro, e não em Orlando.
- Seu pai está planejando a viagem para a Austrália faz tempo. 
- Mas eu queria ir pra Orlando. Thur falou com a tia, ela disse que vai amar me receber lá.
- Vou ver com seu pai, Beatriz. 
- Por favor mãe, pensa com carinho. 
Eu já imaginava o motivo do pedido, e também sabia que isso não era um bom sinal. 
Passamos o dia em família. Luan jogou bola com Rique e conversou muito com o pai, enquanto Mari, eu e as meninas fofocamos o dia todo. Mas assim que todos já estavam na cama pela noite e eu entrei no quarto depois do banho, decidi falar com Luan. Me deitei nos seus braços e ele desligou a TV, me dando um selinho delicado.
- O que foi que está com essa carinha preocupada?
- É a Bea. 
- Beazinha? - Ele estranhou. - Mas por que? Não notei nada de diferente. 
- Ela me pediu pra passar as férias em Orlando. 
- Mas a gente já discutiu isso. Vamos no fim do ano, mas agora vamos pra Austrália.
- Eu sei, mas ela quer ir sozinha. 
- Sozinha?
- Luan... Eu acho que ela está apaixonada pelo Arthur.
- Você acha? - Ele disse depois de longos segundos de silencio. 
- Tenho certeza. O que você acha?
- Não sei se devemos deixar ela ir. Ele mora em outro país Natália... Eu não sei!
- Tem medo de impulsionarmos isso não é?
- Sim. A Bea é diferente da Lau, ela é mais delicada, sensível. Um relacionamento entre eles, ela pode sair machucada. 
- Talvez ela devesse ir pra ver se é isso que ela quer mesmo. - Ele continuou serio. - Amor, elas estão crescendo, não são mais menininhas, e justamente por isso, devemos deixar cometerem os próprios erros. Se der certo, deu. Se não der, ela aprende algo com isso. 
- Não estava preparado pra mais essa. - Ele disse suspirando.
- Nem eu, mas a gente sabia que ia chegar. E pensa por um lado, são rapazes bons, de boa família e conhecidos por nós, cresceram com elas. 
- Traíram nossa confiança, isso sim! - Disse emburrado. 
- Para com isso seu bobo. - Ri beijando seu rosto. - E então? - Ele ficou me olhando alguns segundos. 
- Está bem vai, mas você vai falar com ela antes, entendeu? 
- Tudo bem, converso com ela. - Sorri e beijei sua boca. - Esse meu marido é mesmo muito bonzinho.
- Não abusa não. - Ele riu me segurando pela cintura e iniciando um beijo intenso cheio de segundas intenções que acabaram por definir nossa noite. 

Comentários identificados impulsionam a fanfic.
PS: Somente o domínio da Globo será excluído, e isso não inclui este blog, que pertence ao Google. Eu sei que é confuso, demorei umas horas pra entender, mas é isso, acreditem em mim e fim. kkkkk

terça-feira, 16 de junho de 2015

Capítulo 176

Narrado por Natália.

O caminho todo fomos em silencio, com os dois atras bem distante um do outro, morrendo de medo. Luan estava uma fera com os dois e não era pra menos. Eu também estava muito chateada com Laura, uma vez que pedi mil vezes pra ela contar pro pai antes dele descobrir e ainda pela irresponsabilidade de entrar no carro de um motorista bêbado. Luan chegou a questionar se eu sabia, mas eu nunca assumiria isso, já que a culpa não era minha mais cairia sobre mim. Quem tinha que contar era ela e mais ninguém. 
Assim que o carro parou na frente da casa dos pais dele, num condomínio vizinho, Dudu já abriu a porta assustado. Luan tinha ligado avisando que estava indo levar Enzo e já soltou os cachorros no telefone mesmo, deixando o amigo sem entender nada. 
- Você está sabendo disso cara? - Ele perguntou saindo do carro comigo no encosto e os dois devagar demais atras. 
- Do que boi? - Dudu disse me cumprimentando com um beijo e olhando Luan sentar no sofá louco da vida. 
- Desses dois se pegando na porta da minha casa! - Luan apontou pros dois na porta, totalmente sem graça. 
- O que? - Dudu olhou segurando o riso. 
- Não é engraçado. - Ele olhava pra Luan e pros dois. Depois olhou pra mim rindo e eu não segurei o sorriso, mas fechei assim que Luan olhou pra mim.
- Eu não sabia não! - Ele disse. 
- A gente está namorando pai. - Enzo falou pegando a mão de Laura, mas Luan já levantou bravo. 
- Dá pra soltar a mão dela na minha frente? - Esbravejou. - Já pegou demais nela hoje! - Ele passou a mão pelo cabelo nervoso.
- Bom, a gente não esperava eu acho... - Dudu disse sem muita ação. 
- Ah, mas o segundo pior você não sabe! Esses dois apareceram na minha casa com um amigo, bêbado, dirigindo. - Ele disse abismado. 
- Sua mãe não mandou pegar um táxi Enzo? Onde você estava na cabeça? - Dudu falou firme com ele dessa vez. 
- Desculpa pai! 
- Eu estou muito puto, serio. - Luan balançava o pé. - Primeiro que faz um século que eles estão namorando e a gente foi feito de idiota né! Depois ainda tem essa do taxi. É o fim... A gente cria pra isso... Natália fala tanto, eu falo, não só pras meninas cara, mas pro Enzo também, esses dois cresceram juntos... E tenho certeza que você e a Bel falam sobre o carro pra ele... 
- Sua mãe vai ficar louca com você. E eu estou muito decepcionado. - Dudu disse, quase tão bravo quanto o Luan. - O que mais aprontaram? Beberam? - Ele disse olhando feio. 
- Nem brinca! - Luan falou bravo. 
- A gente não bebeu pai. - Enzo falou. - E me desculpa, eu não devia ter entrado no carro e nem colocado a Lau nele. 
- Mas a Laura também não está certa não, a culpa não é só sua. 
- Desculpa. - Ela disse de cabeça baixa. 
- Desculpa nada, está de castigo. 
- Enzo também. - Dudu disse e nenhum dos dois protestaram. - Se ainda não tivessem dinheiro né, mas não é o caso. 
- Ligasse pra mim que eu ia buscar. - Luan disse. - Não vai sair tão cedo mocinha! 
- Pai! - Ela protestou olhando pra Enzo. 
- Ele também não Lau. - Dudu disse. - Quando Luan terminar seu castigo eu termino o dele. 
- Se quiserem namorar é dentro da minha casa! - Luan disse ainda sendo durão. - E aqui claro, por que eu confio no Dudu e na Bel. 
- Não precisavam esconder. - Dudu falou. 
- É, por que se eu pegar coisas erradas eu te castro, está entendendo né? - Luan falou. - E você vai pra um convento! - Disse pra Laura. - Eu sou muito novo pra morrer do coração.
- E pra ser avô. - Dudu completou.
- Quem disse de avô aqui? - Luan perguntou já estressado. 
- Vamos pra casa vai. - Disse pro Luan. 
- Não acabei a conversa. 
- Acabou. Enzo está seguro em casa, Laura logo vai estar. E eles entenderam bem o recado né?
Eles assentiram e eu fui me despedindo de Dudu empurrando Luan pra fora.

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Capítulo 175

Narrado por Luan.

Assim que olhei pela varanda aviste um carro que não era de Bel parado do outro lado da calçada do condomínio e Enzo encostado no carro, com Ana Laura perto demais dele. Suas mãos na cintura dela, quase na bunda e se beijando! Mal podia acreditar no que estava vendo. Aquilo era demais pra mim. Desci igual um foquete preparado pra botar ela pra dentro de casa com Natália na minha cola. 
- Amor, não faz besteira!
- Onde já se viu! Esse menino cresceu dentro da minha casa! - Rosnei abrindo a porta. 
Assim que os dois ouviram, se soltaram e me olharam assustados.
- Posso saber o que é isso?
- Pai! - Laura parou dando um passo na minha direção.
- Pai nada Laura! Podiam pelo menos fazer isso em outro lugar né? Na frente de casa? - Gritei. 
- A gente está namorando pai...
- O que? - Disse sem acreditar.
- Seu Luan... - Enzo me olhou apreensivo.
- Seu Luan nada! - Esbravejei. 
O amigo dele botou a cara pra fora, apressou ele muito bêbado e foi ai que meu sangue ferveu. Ele ia entrar no carro, mas eu mandei o idiota embora e coloquei os dois pra dentro de casa. 
- Não era a Bel que ia buscar vocês?
- Ela estava com dor de cabeça, me deu dinheiro pra um táxi. - Ele disse de cabeça baixa. 
- E você veio com um amigo bêbado. - Natália estava do meu lado, seria, nervosa, de roupão, por que estava só de camisola. 
- Seu Luan, desculpa... Eu ia falar com o senhor...
- Confiei em você garoto! - Disse bravo. - Dai vejo você com mão boba, cheio das gracinhas e ainda trás minha filha pra casa essa hora no carro de um bêbado. Seu pai vai adorar saber disso, nossa, ele vai amar, assim como eu estou encantando com a responsabilidade dos dois. É serio mesmo isso Enzo?
- Eu... Gosto dela.
- Gosta? - Laura peguntou brava e eu ficou olhando pasmo.
- Amo. 
- Namorando então? Desde quando que eu não estou sabendo? - Cruzei os braços.
- Faz só um tempinho. - Enzo falou. 
- Dois meses. - Laura disse eu eu virei passando a mão pelos cabelos. 
- Eu sabia... Eu sabia aquele dia que você recebeu a cartinha... Posso saber por que não sei disso?
- Desculpa pai.
- Ai, quer saber... Me ignorem, por que estou muito puto com os dois. - Disse desistindo. - Me esperem no carro vai!
Subi correndo as escadas e Natália subiu atras, desesperada.
- Você sabia disso? - Perguntei me trocando.
- É claro que não! - Ela disse.
Ela se trocou também e eu respirei fundo antes de descer.
- Eu vou ter um ataque.
- Amor, não precisa ficar nervoso. Pelo menos a gente conhece ele.
- Conheço tão bem que nem esperava que os dois fossem vir pra casa de carona, com o cara bêbado.
- É coisa de adolescente.
- Eu nunca fiz isso. - Ergui a sobrancelha pra ela.
- Mas não foi um santo.
- Não importa. Eles foram irresponsáveis. Ana Laura vai ficar de castigo sim!
- Eu concordo plenamente. Eles podiam ter batido o carro e só Deus sabe o que podia acontecer.
- E o que ainda pode né? - Disse irônico. - Todo mundo sabe o que pode acontecer com esses dois namorando nessa idade.
- Como assim?
- Aparecer com um filho aqui, isso que pode. - Disse bravo. - E se eles fizerem isso, hein?
- Amor, a Laura não é tão irresponsável assim... - Ela disse rindo e me irritou. - Eu vou conversar com ela se te deixa mais tranquilo.
- Conversar não adianta, a gente teve essa idade ta bom.
- Eu engravidei só com um ano a mais que ela.
- E deu tudo errado na nossa vida. Você está falando besteira.
- Não estou dizendo que apoio Luan, só digo que eles sabem o que tem que fazer, se acontecer eles assumem isso, como eu e você assumimos.
- Como assim se acontecer? Você tem que dizer que não vai acontecer Natália! - Rosnei pra ela.
- Eu não sou advinha amor, mas eles tem juízo, calma...
- Ah, mas se o Dudu não pegar esse menino pelas orelhas, quem vai sou eu!
Sai em direção da garagem com uma irritação enorme. Eles não tinham me visto bravos ainda, por que uma palavra naquele carro eu botava os dois pra fora!

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